Quando a essência vira marca
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É fundamental conectar-se a projetos que não sejam mais do mesmo. É fundamental trabalhar com empreendimentos que tenham uma essência a ser comunicada, para que possam se transformar em comunidades de pessoas com valores em comum.
Desde o primeiro contato com a Engenho, essa junção de fatores ficou muito clara para a NVS. Era visível que a essência do projeto impactava tudo: as decisões, o processo criativo, a forma como o produto foi pensado, a relação que o projeto estabelece com a cidade. Mesmo antes de olhar para o empreendimento em si, já era possível perceber uma enorme profundidade na forma como eles viam esse processo.
Foi a partir dessa compreensão que a NVS conduziu a construção estratégica da marca do empreendimento. O nome Figueira da Lagoa nasceu desse processo de investigação e interpretação da essência do lugar, assim como todo o sistema de branding que orienta o projeto.
A equipe enxergou no Figueira da Lagoa uma iniciativa diferente. Uma liberdade de pensar desde a origem, de construir um conceito desde a base, sem partir do óbvio. A relação de todos os profissionais com a Lagoa da Conceição não é artificial ou construída apenas para o mercado. Existe uma identificação genuína com a cultura do bairro, com essa essência manezinha ligada à natureza, ao tempo e à experiência de viver Florianópolis.

A figueira como símbolo
O Estevão comentava sobre a relação quase mística que teve com a figueira, sobre entender que ela não poderia ser removida e que o projeto precisava nascer a partir dela. Na visão da NVS, foi exatamente ali que surgiu a força conceitual do empreendimento. A árvore não era apenas um elemento do projeto, se transformou em símbolo.

Para a empresa, branding não é inventar uma narrativa artificial. O trabalho é encontrar a verdade que já existe em cada lugar, em cada projeto, e transformá-la em linguagem, identidade e experiência. E, nesse caso, havia uma verdade muito evidente: a relação com o bem-estar.
Ela aparece na natureza, na arquitetura, no ritmo da Lagoa, na presença da figueira, na relação com o tempo e na maneira como as pessoas vão viver esse espaço. Toda a construção da marca partiu desse entendimento.

A máxima expressão do viver bem.
A equipe desenvolveu uma narrativa ligada ao slow living, à ideia de que o verdadeiro luxo hoje está no tempo, na presença, na possibilidade de viver de uma forma mais desacelerada e conectada. E isso conversa completamente com a Lagoa. Existe um ritmo diferente no bairro. Uma relação única com o cotidiano, com a natureza e com a vida. Tudo isso foi traduzido visual e narrativamente no projeto.
Quando identidade e arquitetura se encontram
A figueira virou o ponto central dessa linguagem. Ela influenciou a identidade visual, as tonalidades, os símbolos, os elementos gráficos e a comunicação. Naturalmente, o projeto ganhou uma expressão mais orgânica, sensível e poética. Parecia impossível chamar esse projeto de outra coisa. Existe uma força simbólica aqui.

Ao mesmo tempo, também existia uma responsabilidade enorme. A Lagoa está vivendo um momento de retomada, de reconexão. O Figueira da Lagoa participa ativamente deste novo momento. Para além da valorização imobiliária, o projeto representa o protagonismo do bairro por meio da experiência, identidade e conexão com a natureza. Ele potencializa aquilo que a Lagoa já tem de mais especial.
O mais interessante de todo o processo foi exatamente isso: a Engenho nunca deixou ninguém confortável em fazer o óbvio.



