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Antes do Figueira, a Lagoa: o livro que conta a história por trás do empreendimento 

3 minuto(s) de leitura

Nos últimos meses, equipe de fotógrafos, escritores e moradores têm caminhado pela Lagoa da Conceição sem pressa de chegar a lugar nenhum. Sentaram em bares de pescadores, ouviram rendeiras, esperaram para fotografar a Figueira centenária no horário em que a luz atravessa suas folhas de um jeito específico. Estavam ali para entender um bairro antes de contar a história de um projeto que nasceu dentro dele.

Esse trabalho vai virar um livro. A Engenho está prestes a lançar o book do Figueira da Lagoa, e a decisão editorial por trás dele diz mais sobre o empreendimento do que qualquer planta baixa poderia dizer.

Escutar antes de construir

Quando a equipe da Oficina Criativa chegou ao terreno pela primeira vez, a figueira já estava ali havia mais de cem anos. A decisão de não tocá-la, de erguer o projeto ao redor dela, acabou definindo o tom de tudo o que veio depois. Se a arquitetura deveria respeitar uma árvore que atravessou gerações, fazia sentido que o material responsável por apresentar esse projeto respeitasse também as pessoas, as histórias e os modos de vida que dão identidade ao bairro. Foi assim que a produção do livro se transformou em um processo de escuta.

Michelle De Bona, dona do restaurante que hoje ocupa a Casa Figueira da Lagoa, guarda histórias de quem viu o bairro se transformar sem perder o que o torna reconhecível. Pedro Cabral, chef do restaurante Cabral, carrega no jeito de cozinhar gerações de nativos pescadores que vieram antes dele na Costa. Atletas de canoa havaiana, windsurf, vela mudam a forma de se relacionar com a água. 

São histórias que ajudam a explicar a Lagoa e, ao mesmo tempo, ajudam a entendem por que o Figueira da Lagoa foi pensado da maneira como foi. 

Um retrato, não um catálogo

O que diferencia essa publicação de um material comercial comum é o caminho que ela escolhe para chegar ao empreendimento. A Lagoa da Conceição aparece primeiro, com sua vila de pescadores, suas trilhas, seu voo livre, seu jeito particular de organizar o tempo em torno da água. Mas cada uma dessas camadas existe no livro porque explica algo sobre o Figueira da Lagoa: o projeto nasceu tentando reproduzir esse mesmo jeito de viver, e é esse o fio que costura todas as histórias reunidas até aqui.

Há cenas que a equipe registrou e que só vão aparecer nas páginas do livro. Conversas que aconteceram em cima de pranchas de stand up paddle. Um encontro entre o construtor Ricardo Brunelli e Pete Nelson, o americano que projeta casas na árvore para a televisão americana, discutindo estrutura em cima de uma copa de figueira. Relatos de moradores antigos sobre benzedeiras que ainda atendem na região.

Ricardo Brunelli e Pete Nelson.

São histórias que poderiam facilmente ficar de fora de uma apresentação imobiliária. Aqui, são justamente elas que ajudam a construir o retrato do lugar. 

O que fica para depois

A Engenho ainda não vai revelar o conteúdo completo da publicação. Por enquanto, o que existe é o registro de um processo que trata memória, natureza, arquitetura e bem-estar como partes de uma mesma história, contada por pessoas que já estavam ali antes que o projeto chegasse.

Porque, antes de apresentar uma nova forma de morar na Lagoa, o livro quer fazer uma coisa mais simples: apresentar a própria Lagoa. Em breve, essas páginas chegam até você.

Figuiera da Lagoa: A máxima expressão do viver bem!


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